REVIEW: UMA NOITE NO MUSEU 2

Um dos filme de comédia mais esperado do ano, o primeiro foi um sucesso,o segundo mais ainda.

O primeiro Uma Noite no Museu foi um de seus maiores sucessos, um filme que misturou bem o humor e a aventura, algo bem no tom das comédias dos anos 80, antes que o besteirol dominasse os cinemas.

Agora Stiller retorna em Uma Noite no Museu 2 (Night at the Museum: Battle of the Smithsonian) e prova que realmente é popular, independente da qualidade do filme que estrela. Novamente na pele de Larry Daley, Stiller, já afastado do museu, descobre que seus amigos (as peças exibidas no museu) estão sendo transferidos para Washington.

Logo, uma emergência surge e Daley parte para o socorro no enorme Instituto Smithsonian, onde seus amigos novamente ganham vida à noite, acompanhados de novos rostos, incluindo vários vilões, num grupo que inclui Al Capone (Jon Bernthal) e Napoleão Bonaparte (Alain Chabat – o mais divertido dos novos personagens). Porém, o perigo real é o egípcio Kahmunrah (Hank Azaria), que pretende dar vida a algo mais do que simples estátuas de museu.

Nesta nova produção, novamente com a direção de Shawn Levy, o enfoque se torna a aventura, com a comédia muitas vezes ficando em segundo plano. Talvez justamente por isso, Stiller parece pouco à vontade em vários momentos, não tendo um desempenho tão bom quanto o apresentado no filme anterior.

Robin Williams retorna no papel de Teddy Roosevelt, mas, devido aos acontecimentos da trama, aparece muito pouco, sendo no fim apenas uma participação especial de luxo.

Quem de fato rouba a cena é Hank Azaria como o vilão Kahmunrah, exagerando (no bom sentido) no sotaque e no melodrama, e ainda dando voz a mais dois personagens: O Pensador e Abe Lincoln. Do lado dos mocinhos, figuram a entusiasmada – e linda – Amelia Earhart (Amy Adams) e o um tanto idiota General Custer (Bill Hader). Voltam ainda os diminutos Octavius (Steve Coogan) e Jebediah (Owen Wilson), que desta vez não estão tão equilibrados, com Coogan ganhando mais tempo na ação.

A presença da personagem de Adams tem uma boa razão de ser na trama, não se resumindo a apenas mais um interesse amoroso, mas incomoda o fato de ignorarem completamente o interesse amoroso anterior, Rebecca (Carla Gugino), algo infelizmente bem comum em Hollywood.

Se comparado ao primeiro exemplar da série, Uma Noite no Museu 2 é superior na ação, mas inferior no humor, apresentando bons novos personagens (embora reduzindo demais o papel de alguns dos antigos) e inovando bastante na hora de dar vida aos objetos do museu.

Diversão para uma boa tarde de fim de semana, traz ainda algumas participações inesperadas vindas dos mais improváveis locais do entretenimento.


(Clique nas fotos para ampliá-las)

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